sábado, 1 de agosto de 2009

Será que a estagnação é um mecanismo de absorção e de recomposição da subjetividade?

Apesar da intensa substituição tecnológica, acredito que é prematuro considerar a plena concepção de seus efeitos... A história pode ajudar, embora a tecnologia apresente períodos de desenvolvimento, com um olhar detalhado nos discutíveis inícios da primeira Revolução Industrial, é possivel notar as épocas de evolução. Veja-se o caso da energia do vapor. O primeiro engenho a usar vapor para criar um vácuo e fazer funcionar uma bomba foi patenteado na Inglaterra por Thomas Savery em 1698; a primeira máquina a vapor propriamente dita (com pistão) foi a de Thomas Newcomen em 1705. Um longo período – sessenta anos – transcorreu antes de James Watt inventar uma máquina com condensador separado do cilindro (1768) cuja eficiência era suficientemente boa para produzir vapor fora das minas, nas novas cidades industriais; e mais de 15 anos foram necessários para adaptar a máquina ao movimento rotativo, de modo a poder impulsionar as rodas da indústria (Landes, 1998). Na concepção de Guattari, uma mutação tecnológica passa por períodos de estagnação. Desse modo, as conseqüências para as pessoas foram diferentes em cada estágio da Revolução. Em épocas contemporâneas, as tecnologias apresentam seus efeitos, mas é importante não caracterizá-los como completos. A decomposição feita por Guattari – L´hétérogenèse machinique - e as novas subjetividades remetem para estágios graduais de transformação, não há boom years tecnológicos em sintonia com a subjetividades. Como afirma Guattari, há um desejo de eternidade que se “realiza” (ou pretende se realizar) através da máquina a despeito da dependência de elementos externos para existir. Qualquer que seja o caminho preconizado, é importante destacar o termo autopoiese - uma propriedade dos organismos vivos - e a máquina é o resultado do pensamento. Por enquanto...