domingo, 18 de fevereiro de 2018

Assédio Moral: o declínio das relações humanas.



Há muitas assimetrias no mundo corporativo, mas neste momento eu gostaria de destacar uma delas: O Assédio Moral e seu papel no declínio das relações humanas. Observe ao seu redor! O grande volume de novas tecnologias que impulsionam a produção das "coisas". Contudo, a celeridade técnico-científica não representa necessariamente que as relações humanas tenham evoluído na mesma velocidade. Veja-se, por exemplo, o assédio moral que ocorre nas organizações. 
Esse mecanismo recorrente de desqualificação de uma pessoa por outra que ainda persiste.
Persiste e passa por mutações. Quando um assediador se sente próximo de ser denunciado, tende a dizer à vitima que tudo não passou de uma ‘brincadeira’. Há quem passe a manipular o assédio e age de modo não verbal. O não olhar ou olhar com desprezo quando se dirige à vítima, estão entre esses métodos.
O tema não pode ser esquecido, já que a eliminação dessa perversidade corporativa não pode depender apenas das denúncias, é preciso incorporar medidas preventivas nas Práticas de Desenvolvimento de Pessoas. O assédio representa um desajuste no mundo do trabalho, a relação assediador e assediado indica um doente que busca adoecer outra pessoa.
Quando você for participar de uma entrevista de emprego, pergunte sobre os resultados das pesquisas de clima organizacional, busque informações sobre processos julgados – muitas estão acessíveis na internet - ou solicite dados sobre a formulação de metas e os fatores que a empresa proporciona para o cumprimento delas. Veja também se possuem um Canal de Ouvidoria Interna e os caminhos para acessá-la.
Reconhecemos que os investimentos em novas tecnologias são imprescindíveis às empresas, entretanto, a distribuição dos valores financeiros também devem incorporar ações de tratamento e eliminação do assédio moral.

Renato D. Baptista

domingo, 5 de novembro de 2017

O feedback demanda por coerência

Uma das grandes apreensões no mundo pode ser encontrada nas expectativas que possuímos em relação aos que convivem conosco. Buscamos nosso melhor desempenho, mas sabemos que isso é uma tarefa compartilhada com outros indivíduos que também tentam equilibrar seus objetivos com suas angústias pessoais.  Entretanto, quando esse ‘outro’ possui um papel de ‘liderança’ a perspectiva é ampliada, pois desejamos receber algo que aprimore a nossa performance.  Em síntese, esperamos por feedback em todas as relações humanas.

Nas empresas mais competitivas, o alinhamento desses fatores é responsável pela criação de um espaço propício à criatividade.  Afinal, o feedback que gera melhorias comportamentais não está relacionado às criticas destrutivas, à gestão autoritária ou à soberba de quem está numa posição de comando.
 
John Kao, professor de criatividade e desenvolvimento empresarial na Harvard Business School é enfático ao destacar o papel do feedback para a criação do jamming como uma maneira de alavancar os processos criativos dentro da organização. Esse termo significa a capacidade em vincular ideias com recursos - recursos humanos, recursos financeiros, recursos de conhecimento, recursos de infraestrutura. É trabalhar com pessoas de diferentes capacidades e, por meio da improvisação com inteligência, conceber algo novo, criativo e harmonioso.  (Jamming, John Kao, 2009). Para atingir isso não basta se apoiar no modelo cartesiano de feedback, isto é, na concepção de que a informação de resultados já seria suficiente aos indivíduos. Algumas empresas, por exemplo, divulgam suas pesquisas de clima, avaliação de desempenho, treinamento, entre outras ações, na crença de que apenas a entrega desses resultados já representaria o necessário.  

O caminho mais efetivo é capacitar a equipe sobre os elementos que compõem o feedback.  Ele é construído na concepção de que todas as etapas de um processo de comunicação são levadas em conta. Entre inúmeros fatores é indispensável saber o que uma empresa ou individuo comunica? Quais são os códigos utilizados? Em quais canais são processadas as informações?  Qual a capacidade cognitiva dos receptores? Qual o momento correto?  Como articular uma informação e transformá-la em comunicação?

Esse processo não se encerra numa reunião, mas na busca da simetria entre as informações veiculadas para todos os públicos e as efetivamente realizadas.  
Quando um gestor diz algo e age de outra forma, ele torna o feedback mais contraproducente quanto à ausência dele. Finalmente, também não é possível esperar a democracia em ambientes autoritários. Assim, O feedback demanda por coerência. Como já afirmou Tom Peters, o feedback não pode levar ao medo, mas permitir que o talento humano seja desenvolvido.


Publicado também em: https://www.empreenderjr.com

Autor: Renato Dias Baptista é Professor Doutor da Universidade Estadual Paulista, UNESP, campus de Tupã.  E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

Sobre o trabalho análogo à escravidão


Um país deveria proteger o cidadão de modo mais amplo do que muitos poderiam perceber. Um Estado deveria ter a obrigação de ir além do senso comum ou da subserviência ao capital. Precisaria ser o primeiro em dar as respostas certas, não apenas pelo motivo de que a velocidade nas ações seria uma de suas missões, mas porque, por pressuposto, saberia mais. Quem tem o conhecimento possui responsabilidade e precisa reagir rapidamente às demandas daqueles que representam o motivo de sua existência.
A fragilidade de um governo abre caminho para tolerâncias tendenciosas. As decisões por escambo parecem representar a busca de uma salvação. Um presidente que insiste em dizer que possui lisura cederia à ganancia dos egocêntricos?
Por exemplo, o debate de alguns meses atrás estava direcionado à decisão de aprovação do presidente Michel Temer em relação ao Projeto de Lei que libera a terceirização para todas as atividades da empresa.
A despeito da ampla discussão na ocasião, não há dúvidas sobre a irreflexão daqueles que a apoiaram. Sim, há uma perda, já que se entende que são as atividades a serem terceirizadas e não os empregados. Se ficássemos apenas nesse aspecto já seria  evidente uma decomposição nas relações de trabalho diante da migração do empregado para organismos mais frágeis de representação, a redução de benefícios, postos de trabalho e salários na maioria das situações.
Temos um Estado que modifica as relações de trabalho em detrimento dos trabalhadores.
Claro, é preciso lembrar que havia exageros em alguns grupos opositores que diziam que a terceirização “rasgaria a carteira de trabalho”. Não ocorreria isso, mas a decisão ‘legalizou’ a deterioração. O retrocesso passa a ser registrado em carteira.
Agora, a mais recente questão está na redefinição sobre o conceito de ‘trabalho análogo à escravidão’. Algo que coloca outra gota tóxica nas relações trabalhistas.
Um dos pontos da proposta indica que, se o trabalhador não tem a supressão de sua liberdade, não poderia ser interpretado ‘análogo à escravidão’. Entretanto, se um trabalhador aceita condições restritivas, insalubres ou abusivas, não significa que o Estado tenha que ser condescendente com as organizações que subtraem por conta própria suas obrigações.
Se brasileiros ou estrangeiros se submetem às condições ‘análogos à escravidão’ não quer dizer que, por não terem oportunidades em suas regiões ou países, que isso deveria passar a ser legalmente tolerável.
Um bom governo deveria defender aqueles que se submetem e não seus opressores. Teria que enxergar mais longe do que os seus próprios cidadãos.
As atuais decisões denotam um dirigente que olha para trás. O governo retrocede para satisfazer grupos de políticos ou empresários de um setor onde mais se encontram os subjugados,
As efetivas lideranças políticas jamais deveriam permitir um declínio na construção da democracia.
– Por: Renato Dias Baptista*
*Renato Dias Baptista, é docente da Universidade Estadual Paulista, Unesp, câmpus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

Publicado em: Jornal Correio de Noticias, 10, 2017

domingo, 28 de maio de 2017

Universidades inovadoras também devem inovar a si mesmas


A universidade pública demanda por uma revisão de valores com o objetivo de atender aos novos desafios relacionados ao seu papel. A estrutura lenta, preocupada com a própria folha de pagamentos e permeada pela
procrastinação não pode desertar das reformulações.

Muito distante de uma concepção clichê, é preciso reafirmar o valor do planejamento estratégico e da responsabilidade na gestão dos recursos para acolher os anseios da pesquisa, do ensino, da extensão, bem como
das novas conexões que a realidade global requer. E, como ocorre em qualquer organismo vivo, a demanda por mudanças é um pré-requisito para continuar a existir.

Os momentos de crise apenas evidenciam essa obrigação. Se os que ‘pensam sobre a universidade’ - que em princípio deveriam ser inovadores - não apresentam os caminhos, a contabilidade ocupará esse espaço inabitado.
Todos nós sabemos que os números tendem a contemplar a complexidade em outro estilo.

Veja-se o caso da preconizada terceirização das atividades fim, ela espreita os espaços da administração pública e, de tanto espreitar, será convidada a entrar. Essa realidade é estimulada pela própria condescendência dos indivíduos ou da inexistência de sugestões efetivas. Por não se propor soluções permite-se o convencional.

Tal qual ocorre em todas as esferas do Estado, essa proposição se baseia na ideia de que o termo ‘inovação da universidade’ é algo aversivo, principalmente para os que consideram a instituição pública como um lugar individual, uma propriedade onde os temperamentos são aflorados, onde a estabilidade confunde-se com estagnação, instantes em que os pontos de vista são modelos de gerenciamento e opiniões determinam os caminhos ao labirinto do adiamento.

A universidade pública não atingirá a inovação se não iniciar em si mesma essa ação. É preciso abandonar o corporativismo e a apatia, muitas vezes fomentada por uma antiquada estrutura de cargos, promoções que
privilegiam o tempo de serviço e nomeações que não vinculam às competências. Há muito tempo já se afirma que a capacidade de gestão não é nomeada, mas desenvolvida.

As mudanças internas poderão gradualmente facilitar o deslocamento em direção aos melhores conceitos globais de ensino, pesquisa, extensão e de conectividade. Sim, conectividade, esse é o termo evidenciado por Ellie Bothwell - Which universities are the most innovative? – da Times Higher Education and The World University Rankings ao afirmar que as parcerias entre universidades e indústrias são cada vez mais comuns no mundo todo. A proposito, ao citar Robert Tijssen da Universidade de Leiden, ele afirma que a conectividade universidade-indústria é uma nova
missão da universidade.

Essa missão será possível quando os interesses restritos derem espaço à coerência e quando a inovação vencer a inércia.

Renato Dias Baptista, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Campus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

sexta-feira, 1 de julho de 2016

A Lava Jato e os círculos dantescos

Devils confronting Dante and VirgilCreator: Doré, Gustave IN: http://www.worldofdante.org/

Renato Dias Baptista*
Na ‘Divina Comédia’, de Dante Alighieri, encontramos impulsos para relacionar uma das atuais faces do Brasil. Em ‘Inferno’, a primeira parte, o conjunto de metáforas nos possibilita entender um pouco do espírito humano em tempos em que a justiça protagoniza as mudanças.
Tal qual na obra citada, os resultados de investigações possuem uma precisão matemática que revelam as conexões de uma rede que forma os círculos que conduzem aos pontos mais profundos.
Os envolvidos submergem numa faceta de inocência e afloram diante do ‘ar’ das evidências. O abismo do ‘Inferno’ é revelado a cada círculo; quanto mais profundo, maior é o lodo.
De acordo com Dorothy Sayers, o ‘Inferno’ de Dante Alighieri abriga um espaço aos corruptos. Eles possuem uma característica humana que exige o uso do intelecto. O indivíduo não só procurou o mal por vontade própria, como também o planejou e premeditou o seu ato na sua mente antes de executá-lo.
“Os corruptos tiram proveito da confiança que a sociedade deposita neles.” [Sayers, 49]. Eliminar esse comportamento demanda uma profunda coragem para enfrentar os que preferem ficar nele.
Assim, como ‘Cérbero’, o cão de três cabeças da mitologia grega que guarda a entrada do mundo subterrâneo e não deixa sair quem entra, a corrupção representa seu papel similar. Quando alguém se conecta a ela, a própria rede impossibilita sua saída.
É necessário enfrentar tudo o que possibilita a entrada no mundo do suborno, bem como aquilo que controla a saída dos que entraram. Se poucos conseguiram escapar da guarda de ‘Cérbero’, não é diferente na corrupção que alimenta múltiplas conexões, favores, campanhas, votos, cargos (…). Nessa alegoria, a corrupção representa a imagem do desejo descontrolado, a ambição por milhões, bilhões; ou por centavos, desde que se transformem em milhões.
Mas o corrupto não representa somente valores desviados, sua psique reverbera na sociedade como um modismo e pelo desejo compulsivo. A punição não é suficiente, é preciso gerar a vigilância, não apenas pela ilegalidade, mas pelos efeitos nocivos na sociedade.
O desenredo não será encontrado na conclusão de um processo. A corrupção é um inimigo sempre à espreita e, como fraqueza humana, sempre ressurge. Por isso, é preciso evidenciar o cuidado com a rotulação de heróis, e estes, por sua vez, não se deixarem fascinar. Afinal, o deslumbramento é uma atitude da qual o corrupto mais aspira ver em seus sentenciadores, já que isso seria o primeiro sinal de fraqueza diante das amplitudes da corrupção.

* Texto publicado originalmente no Estadão
* Renato Dias Baptista, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Câmpus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

A Lava Jato e os círculos dantescos

A Lava Jato e os círculos dantescos 

Devils confronting Dante and VirgilCreator: Doré, Gustave IN: http://www.worldofdante.org/

Na ‘Divina Comédia’, de Dante Alighieri, encontramos impulsos para relacionar uma das atuais faces do Brasil. Em ‘Inferno’, a primeira parte, o conjunto de metáforas nos possibilita entender um pouco do espírito humano em tempos em que a justiça protagoniza as mudanças.
Tal qual na obra citada, os resultados de investigações possuem uma precisão matemática que revelam as conexões de uma rede que forma os círculos que conduzem aos pontos mais profundos.
Os envolvidos submergem numa faceta de inocência e afloram diante do ‘ar’ das evidências. O abismo do ‘Inferno’ é revelado a cada círculo; quanto mais profundo, maior é o lodo.
De acordo com Dorothy Sayers, o ‘Inferno’ de Dante Alighieri abriga um espaço aos corruptos. Eles possuem uma característica humana que exige o uso do intelecto. O indivíduo não só procurou o mal por vontade própria, como também o planejou e premeditou o seu ato na sua mente antes de executá-lo.
“Os corruptos tiram proveito da confiança que a sociedade deposita neles.” [Sayers, 49]. Eliminar esse comportamento demanda uma profunda coragem para enfrentar os que preferem ficar nele.
Assim, como ‘Cérbero’, o cão de três cabeças da mitologia grega que guarda a entrada do mundo subterrâneo e não deixa sair quem entra, a corrupção representa seu papel similar. Quando alguém se conecta a ela, a própria rede impossibilita sua saída.
É necessário enfrentar tudo o que possibilita a entrada no mundo do suborno, bem como aquilo que controla a saída dos que entraram. Se poucos conseguiram escapar da guarda de ‘Cérbero’, não é diferente na corrupção que alimenta múltiplas conexões, favores, campanhas, votos, cargos (…). Nessa alegoria, a corrupção representa a imagem do desejo descontrolado, a ambição por milhões, bilhões; ou por centavos, desde que se transformem em milhões.
Mas o corrupto não representa somente valores desviados, sua psique reverbera na sociedade como um modismo e pelo desejo compulsivo. A punição não é suficiente, é preciso gerar a vigilância, não apenas pela ilegalidade, mas pelos efeitos nocivos na sociedade.
O desenredo não será encontrado na conclusão de um processo. A corrupção é um inimigo sempre à espreita e, como fraqueza humana, sempre ressurge. Por isso, é preciso evidenciar o cuidado com a rotulação de heróis, e estes, por sua vez, não se deixarem fascinar. Afinal, o deslumbramento é uma atitude da qual o corrupto mais aspira ver em seus sentenciadores, já que isso seria o primeiro sinal de fraqueza diante das amplitudes da corrupção.


* Texto publicado originalmente no Estadão
* Renato Dias Baptista, doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP, é professor assistente doutor da Universidade Estadual Paulista, UNESP, Câmpus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

domingo, 23 de agosto de 2015

Internacionalización Productiva en América del Sur





A internacionalização da produção de uma empresa está intrinsecamente dependente das interfaces da cultura organizacional e da cultura local. Assim, quando uma empresa quer internacionalizar é necessário identificar os valores locais e torná-los seus. Esse é um fator complexo se levarmos em conta a multiplicidade cultural, uma multiplicidade que precisa ser respeitada se de fato concebermos as empresas como participantes no desenvolvimento local e não apenas como organismos tecnológicos e financeiros que exploram recursos naturais ou as demandas da população. Entretanto, na Bolívia isso não é uma tarefa fácil. Nesse aspecto, o objetivo deste artigo é compreender uma das faces do caleidoscópio boliviano. Investigamos os aspectos importantes da dinâmica atual através de uma literatura multidisciplinar e uma entrevista com Carlos Mesa Gisbert, ex-presidente da República da Bolívia. A dinâmica da internacionalização da produção tem uma soma de componentes culturais, políticos, tecnológicos, educacionais, logísticos outros que estão interligados. A ação ou reação em um desses componentes reverbera em todos os outros.

La internacionalización de la producción de una empresa está intrínsecamente dependiente de las interfaces de la  cultura organizacional y de la cultura local. Así, cuando una empresa desea internacionalizar es necesario identificar los valores locales y tornarlos suyos. Eso es un factor complejo si llevarnos en cuenta la multiplicidad cultural, una multiplicidad que necesita ser respetada si efectivamente concebirnos las empresas como participantes de un desarrollo local y no solamente como organismos tecnológicos y financieros que explotan los recursos naturales o las demandas de la populación. Pero en Bolivia eso no es una tarea fácil. En esos aspectos, el objetivo de este artículo es comprehender una de las caras del caleidoscopio boliviano. Investigamos aspectos importantes de la dinámica actual por medio de una bibliografía multidisciplinaria y entrevista realizada con Carlos Mesa Gisbert, ex presidente de la República de Bolivia. La dinámica de la internacionalización de la producción tiene una suma de componentes culturales, políticos, tecnológicos, educacionales, logísticos entre otros, que están interconectados. La acción o reacción en uno de los componentes reverbera en todos los otros.



Link para o periódico: http://periodicos.unb.br/index.php/repam/article/view/11274

domingo, 16 de agosto de 2015

A internacionalização da Petrobras na Bolívia: uma análise sobre as interfaces da cultura local

A internacionalização da Petrobras na Bolívia: os desafios de um estado plurinacional


As organizações brasileiras tem ampliado seu processo de internacionalização produtiva nas últimas décadas. Nas unidades instaladas em outros países surgem variáveis que são incorporadas ao aprendizado organizacional e ampliam a força dos negócios. A Petrobras é uma empresa que acumula uma somatória de experiências em cada país em que se instala. Na Bolívia ela acumula um grande conjunto de informações após a sua instalação em 1995 e a efetiva operação nos anos seguintes. Dentre as inúmeras experiências acumuladas a interface cultura se evidencia diante de um histórico complexo e vinculado por questões políticas, sociais e econômicas.

Link para o artigo completo: clique aqui

domingo, 12 de abril de 2015

Simetrias entre a peste e a corrupção


"A honestidade pode vencer a peste e também pode vencer a corrupção"


(...) O tempo descrito por Albert Camus demonstra perenizar e estar à espreita e sedento por vínculos. E este é o momento da conexão não aleatória, um tempo carregado por um descontentamento generalizado com a corrupção. A descrença na política que ora é asfixiada pela crença naqueles que se comprometem em extirpá-la, ora ressurge cambaleante e sem direção e faz renascer a mágoa na população. Uma população cansada sente que está distante daquilo que mais deseja. Sim o amor desaparece porque o amor quer coisas futuras e o futuro parece nebuloso. (...)


Texto completo: acesse o link do Jornal Estadão: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,simetrias-entre-a-peste-e-a-corrupcao,1586704

A Lei da Terceirização e Rupturas


O Projeto de Lei 4330/2004 que amplia a terceirização em empresas e órgãos públicos pode significar uma involução das relações de trabalho no Brasil. No modelo vigente, terceirizar significa centralizar esforços naquilo que a empresa sabe fa­zer melhor e delegar as demais atividades para empresas especializadas. Por exemplo, uma fábrica pode transferir para terceiros as atividades de restaurante, limpeza, vigilância, entre outras consideradas terceirizáveis por serem ‘atividades-meio’. Com a proposta de ampliação será permitida a terceirização das demais áreas ou ‘atividades-fim’ da empresa.                         A terceirização já causou rupturas “suficientes” e significativas no país. Para entender melhor: a contratação por meio direto permite ao funcionário receber os salários e benefícios de acordo com o setor e a estrutura de remuneração da empresa. Mas, quando uma empresa adere à terceirização, os salários e benefícios são geridos por uma empresa especializada e responsável pela execução de serviços. Vale destacar que pode ocorrer a redução do número de pessoas que executam as tarefas, pois o que se terceiriza não são as pessoas, mas as atividades.  

Seja no modelo de terceirização atual ou do projeto, a redução do número de ‘postos de trabalho’ em comparação uma situação anterior e não terceirizada, a ruptura nos salários e nos benefícios está ‘sempre à espreita’.

Veja-se o caso das empresas metalúrgicas, por exemplo, nelas existem muitas conquistas que foram obtidas no decorrer da história das relações de trabalho e também o papel marcante dos sindicatos.

Quando uma fábrica terceiriza as atividades de conservação e limpeza, os trabalhadores dessa área passam a pertencer ao sindicato dessa categoria, ou seja, conservação e limpeza. Tendem em ser menores tanto o piso salarial como os benefícios dos funcionários vinculados. São raras as situações em que foram mantidos o padrão salarial e os benefícios envolvidos. Do mesmo modo, não há dúvidas de que a cultura e a reputação serão deterioradas e a lealdade à organização prejudicada, principalmente por que inúmeras empresas não envolvem os trabalhadores terceirizados nas políticas de desenvolvimento.

A técnica de terceirizar sempre foi apregoada como positiva nas empresas e nas escolas de negócios, entretanto as práticas brasileiras nem sempre condizem com os “pressupostos filosóficos”. São facilmente encontradas organizações que terceirizam suas atividades levando-se em conta os ganhos financeiros - e somente isso, frise-se.  A maior parte está muito distante da filosofia de parceria e do ganho de qualidade.

A proposta de ampliação das áreas terceirizáveis é incongruente aos princípios da melhoria nas relações de trabalho. O mais estranho é ver os tradicionais defensores das conquistas trabalhistas se colocarem favoráveis à proposta.

A ampliação das áreas terceirizáveis representa um recuo que levará a uma interferência negativa na competitividade e na qualidade de vida dentro e fora das empresas.

Artigo originalmente publicado no Estadão Noite em 09/04/2015

O autor, Renato Dias Baptista, é professor assistente doutor do curso de Administração da Universidade Estadual Paulista, UNESP, câmpus de Tupã. E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br


quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Entrevista de seleção: perguntas confusas, respostas obtusas

Quais são seus pontos negativos? Essa ainda é uma pergunta que consta no repertório de muitos selecionadores. Uma bobagem sem sentido algum.  Ok, você pode estar em dúvida: É uma bobagem, mas o que eu respondo se me perguntarem isso? Diga a verdade e, dependendo da resposta, talvez você não seja contratado. Tudo bem, você quer dizer ao entrevistador que sua característica negativa é ser um ‘perfeccionista’, ótimo! Milhares já responderam isso e o ‘pobre’ entrevistador passa para a próxima pergunta. Afinal, uma pergunta confusa merece uma resposta obtusa. O problema não está em sua resposta, mas na inabilidade de quem entrevista. Seria mais inteligente indagar sobre seus insucessos, quando errou, qual foi o motivo do erro e assim tentar entender as variáveis de seu comportamento.  
Via de regra “ninguém possui algo negativo”  - não deixe de observar as aspas - afinal, quem deseja comprometer a oportunidade de emprego, a mudança de cargo ou a ascensão na carreira?   Veja, por exemplo, um candidato para uma vaga de vendedor. Ele jamais diria ao entrevistador:  Eu tenho muitas características negativas, uma delas é o meu jeito explosivo. Se um cliente não quiser levar um produto, eu fico nervoso, depois eu tranco a porta da loja e digo ao cliente que ele somente sairá dali se comprar algo. Ou será que diria? 
Você está buscando uma nova oportunidade? Então, não se preocupe com as perguntas que serão feitas. Contudo, é preciso torcer para que a entrevista seja conduzida por um profissional talentoso.

Renato Dias Baptista é Professor Doutor no curso de Administração da UNESP. Assessorou inúmeras empresas nas ações de Gestão de Pessoas. 
E-mail: rdbaptista@tupa.unesp.br

La cultura y la internacionalización de empresas: una mirada sobre Petrobras en Bolivia





La cultura tiene numerosas interfaces con las organizaciones y sus modelos de trabajo, las concepciones políticas y  sus partidos, el gobierno central, las etnias y todas las manifestaciones sociales. Todas están conectadas a los recientes procesos de internacionalización de la producción de las organizaciones.  En este escenario, los valores de un  país interfieren de manera decisiva en las políticas de desarrollo organizacional y reflejan los índices de productividad, calidad y consolidación de una empresa en otros territorios. Este artículo propone presentar una visión panorámica sobre la importancia de los estudios de la cultura de un país como uno de los aspectos de sustentación del proceso de internacionalización productiva. 
Haz clic aquí para leer el artículo completo online "La cultura y la internacionalización de empresas: una mirada sobre Petrobras en Bolivia"http://www.contextualizacioneslatinoamericanas.com.mx/index.php

  • Revista Contextualizaciones Latinoamericanas es una publicación semestral editada por la Universidad de Guadalajara - México -, a través del Departamento de Estudios Ibéricos y Latinoamericanos.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Technological Transition and the New Skills Required by the Agribusiness Sector

The agribusiness sector has become an industry that makes production efficiency a priority. Attitudes and production processes are changing as the market evolves. The changes imposed by globalization are hard to ignore and are putting pressure on companies to increase production volume to meet the higher demands of a growing and wealthier population. Companies have to compete in a global environment where the competition is tough. Companies are hopeful that improvements in technology will help them meet the increased demand. The use though of technology in production is different across nations, companies and operators. There is a 
technological gap and this gap can determine the competitiveness of a company. This ‘technological gap’ can limit a company’s ability to compete in a changing market.

My complete article is in the link below:
https://www.ifama.org/publications/journal/vol15/cmsdocs/15A/%2819%29%20Baptista4.pdfhttps:/

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Cultura organizacional: cambios y desafíos

Las empresas están en un acelerado proceso de cambio que ha  transformado las relaciones laborales. Esas relaciones aún no profundamente comprendidas por los empleados y por los empleadores, generan impactos que necesitan ser gestionados por el liderazgo. La tarea principal de las estrategias organizacionales es descifrar esa nueva realidad cultural interna y externa, y generar vínculos con los individuos que componen los recursos humanos. Para que esto ocurra de modo efectivo es necesaria la realización de una lectura de la capacidad cognitiva de los empleados en la absorción de los cambios y de los mecanismos empresariales que fomentan el aprendizaje.