sexta-feira, 25 de maio de 2007

Comunicação, Cultura e Novas tecnologias: Transição, Fascínio e Repreensão

De: Renato Dias Baptista
A despeito dos gaps entre o surgimento de uma nova tecnologia e da rapidez do mundo contemporâneo, é a assimilação que garante a transformação efetiva; não há boom years em sintonia com as subjetividades (BAPTISTA,2006). Para Chesneaux (1996) as novas tecnologias se propõem a aumentar quase ao infinito nossa capacidade de produzir e de reproduzir, de gerar a paz e fazer guerra, de divertir-se ou de pensar. Nesse cenário, redefinem-se também o conceito de público e privado, Mcquire (2006), a propósito, relaciona a acentuação da ocupação do espaço público em proporção ao desenvolvimento tecnológico; em vários momentos e locais há o que ele denomina como a caracterização do excesso. Por extensão, isso se observa também na virtualização do trabalho; agora "ele" pode ser transportado para a casa, utilizado no metrô, nas calçadas. Computadores e celulares cada vez menores se tornaram "ampliações " do escritório; o trabalho está no trajeto.
A mesma tecnologia que libera o homem, isola-o, desinforma-o e, muitas vezes, cria aquilo que Beiguelman (2005) denomina "coleiras digitais"; não há liberdade e o sistema apenas cria o necessário entorpecimento.
Bibliografia:
BAPTISTA, R.D. Trabalho e transitoriedade tecnológica: as compressões da mudança num contexto de globalização. Disponível em: http://www.assis.unesp.br/encontrosdepsicologia. Acesso em: 30 de ago. 2006.
BEIGUELMAN, G. Link-se: arte/mídia/política/cibercultura. São Paulo: Peirópolis, 2005.
CHESNEAUX, J. Modernidade-Mundo. Petrópolis:Vozes,1996.
MCQUIRE, S The politics of public space in the media city. Disponível em: http://firstmonday.org/issues/special11/mcquire/index.html. Acesso em 30 de jun. 2006.