domingo, 10 de janeiro de 2010

Aprendizagem, cidadania e mudança no contexto organizacional

Quando as suposições fordistas predominavam, a melhor idéia de empresa era aquela fechada em si, mas quando o entorno foi redesenhado pelas tecnologias de ponta, as conexões começaram a falhar. Nas organizações, a ausência de ações direcionadas aos trabalhadores digitalmente excluídos é uma das barreiras à cidadania. Quando o indivíduo não é capaz de corresponder às expectativas de um ambiente que introduz novas tecnologias, ele começa a sua exclusão digital, e logo surgem os impactos na cidadania. Atualmente, tudo o que está distante cognitivamente pode representar um ameaça. Dessa maneira, não é tecnologia que excluiu, mas a obsolescência. A cidadania, portanto, assume um conceito de competitividade, muito além da mera benevolência social. Não é possível gerar cidadania sem repensar os sistemas de trabalho, não é possível fomentar novos ambientes organizacionais com os mesmos pressupostos mecanicistas e excludentes ou continuar a conceber o ser humano como uma mera redução ao estímulo-resposta.