sábado, 19 de maio de 2007

Wireless em Blow-up

Blow-up, Fight Club, A Space Odissey, Publicidade e Esquizofrenia Paranóide*
Renato Dias Baptista
leia mais em: http://netart.incubadora.fapesp.br/portal/Members/rdbap
A imagem traga desde o inicio, seja em Blow-up, Flight Club ou na publicidade. Não quero comparar a obra de Antonioni com o controverso David Fincher ou qualquer campanha de publicidade, mas todos possuem imagens que querem tragar os tragáveis.
O êxito da imagem está próximo da esquizofrenia paranóide, seja em naked eye ou nas sucessivas ampliações, aqueles que não suportam a sedução podem se tornar medicamentosamente “racionais”, mas caíram na tentação do imaginário; um convincente mundo fabricado.
Em Blow-up o ápice está no “apanhar a bola”, a fraqueza diante do poder da fantasia. Como os primatas de A Space Odissey de Stanley Kubrick que, quando tocam o monólito, iniciam-se na “racionalidade”. Thomas (Hemmings) tocou o “nada”, a anti-racionalidade; uma reconfiguração do real o “deleite” da esquizofrenia paranóide, um Norton convencido da pseudo-realidade.
Por outro lado, observamos uma publicidade que atinge seu vértice quando vende um imaginário agregado ao objeto; como alguém que compra, não recebe, mas acreditar possuir.
Penso logo refuto; mas Thomas (Hemmings), Norton e os primatas de Kubrick não pensaram e não refutaram; este último seria pouco provável...
Às vezes penso que nas intensas similaridades com o mundo virtual, um imaginário que traga, uma “bola” lançada; quem ouve, como Thomas, o som das raquetes, foi capturado, já é tarde demais...

*A esquizofrenia paranóide se caracteriza essencialmente pela presença de idéias delirantes relativamente estáveis, freqüentemente de perseguição, em geral acompanhadas de alucinações, particularmente auditivas e de perturbações das percepções. As perturbações do afeto, da vontade, da linguagem e os sintomas catatônicos, estão ausentes, ou são relativamente discretos (SUS-CID).
** respeite a fonte.